Plutão na Astrologia

Plutão - Transformação e regeneração

O glifo de Plutão pode ser dividido em três elementos: a cruz, que representa o material e as forças terrenas, o círculo que representa as forças do alto, do espírito e o semicírculo, que representa as forças de receptividade. Trata de crises e conflitos inesperados (mas transformadores) e dos assuntos difíceis de falar. Esse arquétipo nos permite estar mais próximo do divino e sua influência nos molda de forma irreversível onde nada podemos fazer, pois estamos sob a tutela de um plano maior.

Características e dignidades de Plutão:

  • Palavra-chave: Transformação
  • Tópico: Mudanças e reformas profundas

Plutão, o mais lento dos astros, quase não se move diariamente. Seu deslocamento total é de menos de 2 minutos por dia e mesmo assim é muito variável devido a sua órbita.

O astro leva aproximadamente 248 anos para dar uma volta completa ao redor do Zodíaco e como possui um órbita excêntrica (uma vez por ano ele retrograda por cerca de 5 meses), o número de anos que passa em cada signo varia de 12 a 32 anos. É co-regente de Escorpião na astrologia moderna.

O astro tem uma órbita peculiar, chegando a ficar até mesmo mais próximo do Sol que Netuno em alguns períodos. Sua descoberta ocorreu em 1930, em meio ao surgimento do fascismo global e ao reconhecimento da potência da energia atômica.

Plutão simboliza extremos e transições poderosas. na Astrologia mundial, também ressalta temas de tirania, corrupção e controle nos círculos de poder. Quando transita pelos signos, ele pode trazer reviravoltas significativas nos temas regidos por esse signo, gerando transformações, finais e novos começos.

O Glifo de Plutão apresenta muitas variáveis. Na Astronomia, o mais comum é este:

Plutão PL Glifo

São de fato as duas primeiras letras de "Plutão" e ao mesmo tempo, uma referência a um importante astrônomo inglês chamado Percival Lowell, que passou boa parte de sua vida procurando um novo planeta além da órbita de Netuno. Foi desenvolvido sob a aprovação da UIA (União Internacional de Astronomia).

Existe também este outro formato, desenvolvido entre os astrólogos franceses e muito usado na Europa. Segundo eles, o desenho representa a poderosa influência dos instintos, a agressividade, as dificuldades e o sofrimento sobre as qualidades mais sofisticadas da natureza humana.

PLutão fr Glifo

Mas também existe um outro, o mais comum e utilizado no meio astrológico, representado por um círculo sobre um semicírculo, sobre uma cruz. Este glifo veio da Europa e foi muito utilizado por astrólogos de escolas iniciáticas do século XX, representando o controle total, o poder, o perfeito alinhamento e equilíbrio:

PlutãoEm grande parte, houve muito idealismo a respeito deste novo astro, como sendo um indicador de uma nova era dos poderes psíquicos latentes do homem.

Na astrologia, Plutão parece estar relacionado com processos de destruição para poder transformar e regenerar aquilo que foi destruído, estando ligado geralmente àquelas mudanças drásticas que chacoalham as estruturas e geram alterações permanentes no mundo.

Plutão se relaciona nas pesquisas feitas tanto em astrologia mundial quanto na astrologia individual, com processos de poder de criação, produção de energia e ao mesmo tempo o poder de destruição.

A energia atômica é um bom exemplo. Da mesma forma que a energia atômica gera bem estar e progresso, também pode ser altamente destrutiva. Por isto, Plutão se relaciona com o sexo (poder procriador), o poder do inconsciente e das sombras (Jung e Freud), os serviços secretos que estão por trás dos grandes movimentos geopolíticos, os mega empréstimos, os cartéis, o controle das estatais, as dívidas que podem levar à insolvência das organizações e ao poder dos bancos, aos regimes totalitaristas protegidos por guardas e exércitos de regimes, grandes empresas com faturamentos maiores que PIBs de muitos países e seguradoras, etc.

Trata de grandes poderes e também simboliza algumas personas, como líderes-caciques de partidos, polícias, grupos violentos, criminosos, torturadores, espiões, adeptos da magia negra, sociedades secretas, além de terapeutas, ocultistas de algo grau e psicanalistas.

Temos também pesquisadores de microeletrônica, nanotecnologia, estudiosos de cosmologia ou partículas (os extremos do processo criador), grandes investigadores e engenharias desenvolvidas em gravidade zero e conhecimentos que dependem de laboratórios que custam bilhões.

Quando mal administrada, a forma como este componente astrológico se apresenta, revela comumente uma desproporção na forma de gerir o controle e o poder. Assim, o medo de perder o controle e o temor de se tornar refém de uma pessoa, grupo ou decisão jurídica pode se manifestar de forma prepotente e "plutocrata".

Plutão é o astro do renascimento e da transformação. A forma observada sobre este componente em astrologia pode ser vista como um poderoso impulso purificador que promove mudanças profundas por onde passa. Sua característica traz qualquer coisa à superfície, seja oriunda das profundezas (instintos) ou do além do Eu (o que nos transcende em termos de biografia).

É diferente de Marte (na verdade alguns astrólogos dizem que Plutão é considerado como um Marte três vezes mais forte), cujo foco é a busca da sobrevivência e realização pessoal. Ele está a serviço de uma força maior, movido por um propósito superior.

Tal propósito em termos de efeito, olhando-se os vários domínios técnicos, (coletivo, empresarial, individual, métodos de produção), está relacionado a uma luta extrema pela sobrevivência, a se manter vivo a qualquer custo, reproduzir-se antes de morrer como forma de sobreviver à extinção da sua espécie.

Não é mais o indivíduo que gera força e energia, essas são agora universais e se expressam através do Ser de forma inconsciente ou atrelado ao coletivo. Em vez de lutar e conquistar para si, o indivíduo passa a fazer parte de uma forma que age através do coletivo, lutando por objetivos comuns. Vontade e desejo são compartilhados por todos, embora cada um reaja a essas propriedades cósmicas de maneira distinta.

Como acontece com Urano e Netuno, o significado da posição de Plutão nos signos, tem mais a ver com as marcas que cada geração deixa, revelando revoluções fundamentais e provocando drásticas transformações nas áreas da vida humana e da civilização como um todo. Tais mudanças podem ser regenerativas ou degenerativas, mas geralmente os dois efeitos são sentidos em sua passagem por cada signo, resultando em extremos de transformação. Sua passagem gera mudanças lentas, mas permanentes, simboliza o inconsciente coletivo de uma geração.

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As influências de Plutão no mapa astral

As pessoas que têm Plutão com mais destaque em seu mapa astral tendem a ser mais controladoras, intensas, sensuais e profundas, mas também podem se tornar mais solitárias. A casa ocupada por Plutão pode mostrar uma parte da vida da pessoa que está sujeita a sofrer mudanças radicais, assim como áreas da vida onde ela deseja ou sente-se exigida a ter mais poder e controle - e onde situações ocorrerão visando a transformação do indivíduo.

O estudo das equações deste astro trata de experiências que se refletidas e superadas pela terapia, ajudam o indivíduo a superar tabus e complexos emocionais, cortando as amarras do ego, ativando potenciais que estão trancados no inconsciente, recuperando forças antigas, instintivas e renovando (mesmo que de forma dura e intensa muitas vezes) totalmente o ser.

O lado bem administrado dos efeitos de Plutão torna possível ter controle sobre si mesmo, mergulhar e compreender o nosso interior. Através de sua influência, controlamos comportamentos que nascem do instinto, ganhamos uma enorme força de vontade e resistência, além de capacidade de cura, regeneração e transformação, tanto física quanto mental.

Já seu lado desarmônico pode promover comportamentos destrutivos, sentimentos de culpa e autodestruição, desejos obsessivos, resistência, rejeição, autossabotagem e distanciamento emocional. O indivíduo tende a se isolar, ficar cheio de segredos e ser mais reticente, se sentindo fragilizado e vulnerável, podendo até ficar apavorado, paranoico e com mania de perseguição.

A pessoa também pode se tornar possessiva, dominadora e manipuladora, utilizar de chantagem emocional, se fazer de vítima e se tornar intolerante e cruel (se outros posicionamentos também derem confirmação). Ambições, pensamentos e ações compulsivas e obsessivas passam a fazer parte da personalidade.

Muitos temores vindo do período dos répteis, de processos de parasitagem vindas de outros invasores como micro-organismos podem criar medos intensos, que levam a criar-se fantasias típicas de filmes de suspense, onde não se pode confiar em ninguém.

Pode haver também uma maior sede por poder ou um desejo de ser onipotente, quando combinados com outras posições autocentradas e infantis.

O lado sombrio de Plutão ainda representa o desejo do ego de obter controle sobre as forças do caos, o mundo das trevas, os poderes advindos do submundo, a matéria prima do lado escuro que, por ser rejeitada por nós, nem sempre é bem compreendida.

Embora tidas como perigosas, essas forças automáticas movem nossa sexualidade, nossos instintos e a expressão criativa e inconsciente do nosso corpo, com seus processos orgânicos e automáticos, permitindo a sobrevivência, desenvolvimento e afirmação do indivíduo. Mexe com as profundezas da nossa mente, com as lembranças do passado, revelando tudo até trazer a consciência completa à tona. É símbolo de poder e nos conduz utilizá-lo para promover transformações obrigatórias por estarmos encurralados em nosso Ser.

Em sua dinâmica no mapa astral, a posição de Plutão pode promover também as seguintes condições:

- Autodeterminação por meio das próprias decisões;
- Conscientizar-se das próprias necessidades e do aprender a cuidar de si mesmo;
- Dirigir-se ao mundo exterior para conquistar o que é preciso com determinação;
- Arriscar, em ser capaz de conviver com a vulnerabilidade e o medo;
- Suportar os sentimentos e as perdas em face de crises sem desistir;
- Ser significativo para si mesmo, para os outros e para a sociedade como um todo;
- Poder cooperativo, de cocriação;
- Estabelecer relacionamentos satisfatórios a ambos os envolvidos.

Quando Plutão interage

Uma coisa é certa: quando Plutão interage, é melhor estar preparado para mudanças radicais, pois as chances são de nada permanecer como antes. Por representar, em sua essência, a transformação, as estruturas carcomidas, seja em qual área da vida for, coisas podem ruir ou no mínimo tremer.

Tudo que está em desuso ou que está morto é geralmente transformado ou banido da vida da pessoa (ou do mundo) no momento que Plutão começar a transitar por algum setor do mapa e formar aspectos com outros planetas.

Isso se aplica a relacionamentos, trabalho, família ou a ideias que deverão partir - muitas vezes de maneira retumbante e dolorosa - mas necessária, para que aquilo que morreu seja transmutado, brotando a esperança a partir de um novo ciclo.

O setor por onde Plutão está passando ou os aspectos que faz com outros planetas pode atrair transformações profundas, crises, términos e começos, sempre com o propósito de renovação, cura e transcendência ou destruição, além de perdas e morte de processos. A natureza das experiências extremadas são muito típicas deste componente.

Quando se fala em morte, geralmente a ideia que temos é de algo negativo e destruidor. Mas, essa não é a única natureza de Plutão, que vem para fechar grandes ciclos, concluir questões, alterar sistemas em grande escala e retirar situações que já morreram, mas por algum motivo, as pessoas ainda persistem em prosseguir com elas.

Sendo assim, este astro também poderia ser representado pedagogicamente pela Fênix, ave mitológica que renasce das próprias cinzas, revigorada e pronta para iniciar um novo ciclo, enterrando comportamentos viciantes. E é claro que tudo isso é considerado como um período difícil, porque muitas vezes mexe com as nossas estruturas e nos convidam a sair da nossa zona de conforto ou até mesmo e confrontar medos e fantasmas interiores.

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Primeiro, há uma percepção de limitação, que pode ser um sentimento interno ou gerado por algum fator externo. Podemos sentir que "tem algo errado", que não temos voz, que nossos desejos e vontades são suprimidos, que nossos objetivos são mais difíceis.

Geralmente, as raízes dessa nossa percepção estão em constructos da infância, onde padrões de controle e costume são estabelecidos. As situações trazidas pela interação de Plutão podem trazer sentimentos de medo, impotência e vulnerabilidade a princípio.

Depois desse primeiro "choque de ordem", começamos a possivelmente confrontar e compreender as causas desses acontecimentos. O mergulho nas memórias, traumas e emoções reprimidas pode ser uma jornada dolorosa, mas é essencial para a cura e a compreensão. A resistência é natural, mas o enfrentamento é importante. Quando conseguimos ter uma boa compreensão dessa fase e se guiarmos bem, começamos a ter uma melhor noção da nossa essência, do alcance do nosso verdadeiro poder e nos tornarmos mais autênticos.

Com isso, passamos a agir com um senso renovado de propósito, onde o ego tende a ser atenuado. Ao invés de agirmos de forma egoísta, há mais empatia e compreensão. Há um alinhamento contínuo com o ambiente e os propósitos mais elevados, criando uma sensação de harmonia e conexão com o todo.

O processo de transformação de Plutão não é linear e pode ser vivenciado em diferentes momentos e intensidades ao longo da vida. Ele nos lembra da impermanência, do ciclo constante de morte e renascimento e do potencial de renovação inerente a cada um de nós.

Observar esses momentos e fases pode nos ajudar a navegar com mais consciência e propósito por esta jornada de transformação.

Em cada trânsito ou ciclo, seus efeitos parecem nos lembrar de que nada somos, que tudo o que temos é emprestado: sejam coisas materiais ou imateriais, como crenças e atributos intelectuais.

O fato é que Plutão pode representar tanto a morte física quando a morte simbólica, que nos obriga a ver como tudo é efêmero, inclusive a vida e que de fato, não temos o controle total do destino.

Outra tema a ser revisto com a passagem do planeta é o desapego.

A partir do momento que as pessoas percebem que nada possuem, que tudo na vida vem por empréstimo, elas também passam a não pertencer às coisas, tornando-se livres.

Sendo assim, tanto os bens materiais quanto os relacionamentos são passageiros e por isso, se estiverem "mortos", estagnados, o ciclo da vida precisa continuar e os lutos e despedidas precisam ser elaborados para que surjam novas possibilidades.

E é fundamental que isso aconteça para que tudo possa fluir e se renovar. Para digerir melhor essa questão, é preciso ter autoconhecimento para discernir o que faz parte da nossa essência e o que é temporário.

No lugar daquilo que foi sepultado, poderão surgir eventos, pessoas ou coisas que agregarão e se alinharão ao momento atual.


A influência de Pluto Plutão nos Signos

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