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Qual é a diferença entre o Tarot de Marselha e o Tarot Rider Waite?

Os dois modelos têm origens diferentes e modificações em nomenclaturas

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4 minutos de leitura

O Tarot de Marselha é, possivelmente, um dos modelos mais conhecidos do oráculo até os dias atuais. Porém, outro também se destaca: o Tarot Waite (ou Tarot Rider Waite Smith). Ambos apresentam características bem semelhantes, assim como a quantidade de lâminas, mas apresentam diferenças desde a sua origem até a complexidade de interpretação. A taróloga e colunista Jaqueline Martins explica as principais diferenças entre os dois modelos.

A origem do Tarot de Marselha

Não há consenso sobre a origem do Tarot, e talvez o mistério seja proposital. Em épocas antigas de dura perseguição ao paganismo, qualquer instrumento mágico que pudesse ser disfarçado de jogo, brinquedo ou objeto do dia-a-dia era muito bem-vindo. Graças a isso, apesar de não podermos confirmar precisamente sua origem, temos acesso integral a essa ferramenta riquíssima de autoconhecimento.

A teoria mais aceita entre os estudiosos, elaborada pelo pesquisador britânico Michael Dummett na década de 80, é a de que o Tarot foi criado no século XV na Itália e levado à França em meados de 1500. Algumas modificações foram feitas, e sua arte no estilo gótico tornou-se popular em Marselha (Marseille), uma cidade ao sul da França onde eram fabricados diversos jogos de cartas. Quando o baralho foi popularizado em outros países da Europa, levou consigo o nome da cidade em que foi aperfeiçoado, tornando-se o famoso Tarot de Marselha.

Sendo a primeira documentação completa de um Tarot, o Tarot de Marselha foi o modelo dominante de cartas oraculares, paralelamente ao Baralho Cigano Lenormand (que tem outra estrutura e outro modo de leitura), até a criação do Tarot Rider Waite (ou Rider-Waite-Smith).

Tarot de Marselha

O modelo de Tarot Waite

Após um esfriamento na cena ocultista européia durante o século XVII devido ao Iluminismo, o século XIX trouxe o assunto de volta com força total. São dessa época grandes estudiosos da espiritualidade, como Alan Kardec, Helena Blavatsky, Aleister Crowley e, para o nosso interesse particular, Arthur Edward Waite.

Membro do coletivo secreto de estudiosos Ordem Hermética da Aurora Dourada e autor de diversas obras do ocultismo, sua criação mais significativa é, sem dúvida, o seu Tarot. Publicado junto a um livro de interpretações em 1910 pela editora Rider&Son, sob o nome de A Chave Ilustrada do Tarot, teve o Tarot de Marselha como base.

Waite fez diversas modificações conceituais no Tarot e contou com o talento de sua colega e co-criadora, a artista Pamela Colman Smith, para criar um baralho de leitura tão acessível que tornou-se o oráculo mais popular do mundo ocidental.

Rider Waite Tarot

Tarot de Rider Waite x Tarot de Marselha - muitas pequenas diferenças

Pela origem desconhecida, o Tarot de Marselha nunca teve um livro oficial de interpretações, diferente da versão de Waite. Graças a ele, qualquer pessoa pode consultar o significado das cartas, mesmo sem possuir um baralho.

Ambos os baralhos têm o mesmo volume e estrutura, contendo 22 lâminas de Arcanos Maiores e 56 lâminas de Arcanos Menores. O Tarot de Marselha traz ilustrações explicativas dos 22 Maiores, já os Menores têm apenas representações numéricas, bem mais próximas do baralho de jogar que conhecemos (onde as cartas da corte são ilustradas e as demais são apenas numeradas).

Já o Tarot Rider Waite tem todas as cartas ilustradas, em que cada uma das 78 lâminas conta uma história de fácil compreensão. Apesar de ser repleto de referências à astrologia, à cabala e a diversas outras crenças e mitologias que despertam o interesse dos estudiosos, esse baralho foi idealizado para ser distribuído e popularizado.

Algumas cartas de forte influência cristã, como o Papa e a Papisa, foram renomeadas para o Hierofante e a Sacerdotisa. Waite vivia em um momento onde a hegemonia do cristianismo passou a ser fortemente questionada, quando não rechaçada, nos círculos intelectuais. A Morte era antes um Arcano sem nome, e a Casa de Deus tornou-se A Torre. Os nomes de alguns naipes também foram modificados na edição de Waite: Bastões viraram Paus e Moedas viraram Pentáculos (Ouros, no Brasil).

Os Arcanos A Força e A Justiça, originalmente as cartas 11 e 8, foram invertidas na versão de Waite. Não há consenso sobre os motivos da troca, mas é possível que A Justiça, representando o equilíbrio, se encaixasse organicamente bem no centro do baralho (a 11ª de 22 cartas), enquanto a natureza da Força e sua associação a Leão sugerisse a posição 8.

Comparativo entre os Tarots

Tarot Rider Waite ou Tarot de Marselha: qual escolher?

Apesar de algumas diferenças, a maneira de jogar os dois baralhos é igual. Ambos podem ser usados em diversos layouts, para qualquer tipo de pergunta interpretativa, para enxergar situações com clareza e pedir conselhos.

O Tarot de Waite costuma ser o mais recomendado para quem está começando, pois mesmo sem decorar o significado das cartas, as imagens passam pistas e sentimentos que permitem que qualquer pessoa concentrada o suficiente faça uma boa interpretação. Por esse motivo, usamos o Tarot Rider-Waite-Smith aqui no Astrolink.

O Tarot de Marselha exige um pouco mais de estudo para interpretar as cartas numeradas, necessitando mais memória e experiência. Porém, para leitores mais direcionados à intuição e que não querem ser enviesados pelas imagens, esse modelo pode permitir muito mais possibilidades.

Escolha o Tarot que te deixa mais confortável e permite que sua mente flua pelos significados com segurança.

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