Astrologia e determinismo: estaria o nosso destino escrito nas estrelas?

A astrologia é uma ferramenta de autoconhecimento e não de determinismo
Astrologia e determinismo: estaria o nosso destino escrito nas estrelas?

A astrologia é, por excelência e origem, um conhecimento preditivo. Dos oráculos mais antigos e eficientes existentes, é a ferramenta estelar que auxilia o homem ao longo das eras em sua jornada nesta dimensão terrestre. O dia, mês, ano, hora e local onde um indivíduo qualquer "aterrissa" nesta existência simbolizam, astrologicamente através do Mapa Astral (Natal ou da natividade, como queira chamar) o pano de fundo dos acontecimentos que marcarão a sua vida até o dia em que ele deixar de existir.

Dessa forma, portanto, é possível dizer que, para a astrologia, o nosso destino é traçado no momento do nosso nascimento, correto? Sim e não.

Embora ciências exatas, como a matemática e a astronomia, estejam na base de funcionamento desse conhecimento, a astrologia em si não seria uma ciência. Isso porque ela não pode ser medida pelo método científico contemporâneo e, logo, não teria um caráter de exatidão. Em astrologia, 2+2 não seriam necessariamente 4.

O Mapa Astral determina um conjunto de possibilidades dentro de um universo específico.

Funciona mais ou menos assim: todas as pessoas que nascem mais ou menos entre 21 de abril e 20 de maio, por exemplo, vivenciariam ao longo da vida questões associadas ao signo de Touro na sua essência e motivação maior: segurança material, aquisição de bens oriundos do trabalho, desenvolvimento do lado sensorial da vida (alimentação, sexo e etc). Para além dos aspectos e da casa natal envolvendo esse Sol (o que por si só já diferenciariam todos os nativos desse signo entre si), o lugar e a cultura em que esse taurino nascerá, será determinante no desenvolvimento do seu potencial astral natal.

Um taurino que nasce numa tenda beduína no deserto do Sahara verá diminuída suas possibilidades de prosperidade material em detrimento de um taurino nascido em Manhattan, por questões óbvias. Ele até poderá amealhar muitos camelos ao longo da vida - esses animais são a riqueza do deserto - mas muito provavelmente estes só lhe serão úteis no meio das dunas de areia.

Veja também: Como expressar sua individualidade

Deslocamentos e o constante movimento da vida

Os deslocamentos humanos cada vez mais acessíveis graças aos meios de transporte modernos como o avião, também desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do potencial natal de um indivíduo, e claro, no seu destino. Através de técnicas astrológicas modernas como a astrocartografia é possível a uma pessoa escolher um lugar de maior facilidade e prosperidade para viver em qualquer parte do mundo, atenuando ou “contornando” uma possível “má sorte” de nascimento ou “determinismo natal” menos afortunado. Na idade média a esmagadora maioria das pessoas nascia e morria no mesmo lugar. Hoje é possível dormir num continente e acordar em outro em questão de horas!

Na astrologia, a nossa individualidade está submetida a uma hierarquia de importância

A astrologia mundial, o ramo astrológico que estuda os mapas das cidades, países e o futuro das nações; pode ser determinante no desenrolar de acontecimentos natais. Você pode estar passando por uma fase excelente ou mesmo nascer com uma perspectiva astral das melhores, mas se o seu país entra em guerra ou é acometido por uma doença epidêmica, a sua situação individual será submetida a da coletividade onde está inserido. Dois exemplos marcantes seriam o da pandemia de Covid e o da atual guerra da Ucrânia.

Na pandemia de Covid-19, pessoas do mundo inteiro, vivendo os seus melhores ou piores momentos individuais, interromperam os seus planos ao mesmo tempo, permanecendo em suas casas de quarentena, ameaçadas por uma nova e mortal doença. E mais recentemente, no caso da Ucrânia, uma nação inteira se viu, do dia para a noite, refém de um conflito arrasador, que segue interrompendo vidas, sonhos e esperanças.

Morte: a certeza imprevisível

E para além disso tudo, há o fator morte, que escapa do radar deste oráculo, por mais talentoso que seja o intérprete. A morte é a única circunstância nessa existência que não pode ser prevista ou cravada por um astrólogo. Ainda que um profissional sério e qualificado identifique um período eminente de turbulência em direção ao seu futuro próximo, que ameace a sua integridade física (e lhe avise sobre tal situação, orientando-o a ser mais prudente e cauteloso), ele nunca, em hipótese alguma, poderá confirmar com certeza que aquele será o momento fatídico e derradeiro do seu fim.

A morte é um acontecimento mundano, causal, que pode chegar a qualquer momento, sem aviso prévio dos céus ou da terra. E assim, por mais auspiciosa que seja a natividade, a morte pode simplesmente interromper, de forma inesperada, um destino promissor.

Como se vê, são muitos os fatores que jogam contra e a favor do nosso destino. O Mapa Astral seria a bússola que nos guiaria ao longo do caminho, nos dando a indicação de como chegar até ele. O que de fato nós vamos encontrar quando chegar, é um mistério que nem mesmo a astrologia, esse oráculo tão potente, é capaz de prever.

Mas se o seguro morreu de velho, como diz a sabedoria popular, quem larga a corrida preparado e em forma, tem mais chances de vencer do que quem não se preparou. E, por isso, a importância de se autoconhecer através da astrologia. Afinal, como diria o filósofo chinês Lao Tsé, fundador do taoísmo: “quem conhece a si mesmo é iluminado”. E um caminho iluminado será sempre mais fácil de ser percorrido.

Mariana Barreto
Mariana Barreto

Astróloga profissional filiada e certificada pela associação brasileira de astrologia e a ordem nacional dos astrólogos e cosmo analistas (ABA - 696-3). Filha da conjunção Sol/Urano/Netuno em Capricórnio, alia a sua vocação astrológica de nascimento à qualidade e excelência capricornianas em seus atendimentos. Acredita na astrologia como ferramenta prática de resolução e saída para conflitos e desafios, ajudando a mudar para melhor a vida das pessoas.

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