Horóscopo e Mapa Astral: mitos e verdades

Sobre Signos, Horóscopo e Previsões...
Horóscopo e Mapa Astral: mitos e verdades
por Astrolink em Astrologia
em 15/08/17 às 01h14

É muito comum ouvir dos céticos em astrologia que horóscopo é uma besteira. Muitos alegam que a previsão é inventada, ou que a ciência por trás da astrologia é inválida. Os amantes da astrologia, por sua vez, sabem que existe toda uma lógica por trás das palavras que aparecem naquele texto, mas mesmo assim, podem ter alguns questionamentos.

O problema dos céticos não é de fato sua descrença - todos têm o direito de acreditar ou não no que quiser e devem ser respeitados, mas sim o fato de que muitas pessoas não possuem o embasamento necessário para questionar o assunto, pois não reservaram um mínimo de tempo que seja para estudar os princípios fundamentais da lógica astrológica.

Mas convenhamos, nem sempre as previsões apresentadas pelos horóscopos por aí realizam suas promessas de forma direta. Isso é um fato, mas é bom saber também que não é saudável que as informações apresentadas sejam 100% diretas e assertivas, já que a função do texto não é prever o futuro, mas ensinar sobre as influências do momento e alertar sobre os possíveis desafios e caminhos a seguir.

Para ajudar na compreensão, vamos esclarecer nesse texto porque os horóscopos comuns nem sempre batem.

Como começou o hábito de ler o horóscopo?

Até poucos anos atrás, a maioria das pessoas associava a Astrologia apenas a palavra "horóscopo". Abria o jornal ou revista e lia as chamadas "previsões para o seu signo", um mero passatempo que nunca foi levado tão à sério. O problema é que muitas dessas previsões serviram apenas para deturpar os fundamentos da astrologia e relegar o assunto a um tipo de esoterismo raso e banal, gerando com isso uma legião de céticos e pessoas com um preconceito astrológico que ainda hoje dificulta o real entendimento do que é Astrologia e de toda a sua riqueza histórica, matemática, psicológica e antropológica.

Considerado mera diversão por muitas pessoas, ao longo do tempo o horóscopo serviu apenas para preencher espaço nas publicações impressas. Muitas vezes, nem mesmo um astrólogo era contratado para escrever o horóscopo do dia. Bastava a mensagem ser suficientemente vaga e ter 1 linha para que alguém se identificasse e pronto.

A utilização e propagação dos termos "meu signo / seu signo" foi alardeada em meados do século XIX, se consolidando de modo comercial como um produto no início do século XX por diversos editores de almanaques e revistas de cunho esotérico, de modo a produzirem as chamadas "previsões em massa" de uma forma mais automática, rápida e palatável.

Mas porquê não escolher a posição de Vênus, Marte ou a Lua, por exemplo, como base para a categorização de signo, já que todos os astros se posicionam em signos diferentes a cada instante e cada um tem sua devida importância? Nesse caso é simples entender. O Sol foi o astro escolhido para esta tarefa por sua característica única de passar em média 30 dias em cada signo e ser símbolo da essência mais básica e centralizadora da nossa personalidade dentro da análise astrológica.

Sendo assim, seria mais fácil categorizar e produzir as tais previsões, pois apenas com a data de aniversário de uma pessoa o "signo pessoal" poderia ser descoberto e separado, sem precisar da hora ou da criação de um mapa astral completo, antes feito de forma demorada com cálculos escritos em folhas de papel tendo como base as tábuas de efemérides - coordenadas dos astros no céu.

Dessa forma, apropriaram-se da palavra horóscopo, que por incrível que pareça teve sua conotação primária subvertida, já que a palavra significa "O Escopo da Hora" e esta já não era mais necessária para as previsões.

Diga-me com que signos andas...

Quando falamos de horóscopos genéricos, do tipo que apresenta apenas a previsão do período para um determinado signo solar, é muito difícil que ele traga previsões muito específicas e que cumpram suas promessas. Isso porque os responsáveis tentam trazer, em poucas linhas, o que eles consideram mais relevante no movimento dos planetas naquele período de tempo.

O problema é que a questão da importância de cada trânsito é muito relativa para cada um de nós. Então, enquanto alguns nativos de um signo são mais sensíveis à certas mudanças, outros podem não sentir tanto esses efeitos. Por serem extremamente generalistas, as chances de acerto do que realmente será relevante para você naquele período pode variar de acordo com seu mapa astral e até mesmo com o seu nível de autoconhecimento. Ou seja: a missão é bastante difícil.

O consenso entre os estudiosos da astrologia é que de fato é muito difícil fazer previsões mais detalhadas se valendo apenas da posição do Sol. É preciso examinar inúmeras variáveis e levar em conta que em um mesmo período há muitas possibilidades e todas elas são muito subjetivas. Os horóscopos em geral tratam dos signos de maneira mais genérica, quando na verdade pessoas de um mesmo signo solar têm diferentes posicionamentos de outros planetas e também sofrem influências diferentes dos trânsitos diários.

Também não existe uma metodologia consistente para redigir esses horóscopos simplórios. Alguns se baseiam nos aspectos da lua, outros nas posições dos planetas, outros em devaneios por conta do significado básico e estereotipado dos signos... Na verdade, apenas o mapa astral completo pode pintar um painel preciso sobre uma determinada pessoa. Não existem duas personalidades exatamente iguais em seus pormenores, todos nós somos únicos e os efeitos que os astros exercem sobre os acontecimentos diversos não podem ser generalizados.

As origens e o uso das previsões nos tempos remotos

Em sua origem milenar, o horóscopo era muito utilizado para descobrir o momento mais favorável para um determinado evento. Invasões a outros reinos, casamentos, nascimentos, negociações... O astrólogo da corte era chamado para determinar qual seria o melhor dia e hora para que os eventos ocorressem. Examinando as posições dos planetas, das casas e os aspectos formados entre todos eles, os astrólogos determinavam o "Escopo da Hora " de acordo com o tipo de evento a ser realizado e sabia como ele harmonizaria melhor em cada céu no espaço-tempo.

Por conta dessas previsões, astrólogos passaram a ser perseguidos como bruxos e adquiriram fama de hereges após o domínio da igreja. Até hoje, sentimos um pouco do eco dessa persseguição, como podemos ver nessa notícia veiculada em nossos tempos atuais. Mas, apesar da perseguição, a astrologia não foi esquecida e conseguiu se manter viva ao longo dos séculos, embora seu funcionamento tenha sofrido algumas atualizações.

Ao invés de ser um instrumento para determinar ou prever grandes eventos, como grandes colheitas, guerras, invasões, pragas, etc. (a astrologia dos caldeus era totalmente voltada para tais acontecimentos, seu foco principal não era examinar o mapa astral das pessoas), a partir de um determinado momento a astrologia começou a se tornar mais pessoal, se focando no indivíduo. Por conta disso pegou emprestado conhecimentos psicológicos para poder orientar as pessoas e tornou-se uma ciência cada vez mais voltada para o nosso interior, com o objetivo de auxiliar no autoconhecimento.

Digerindo as influências

O ideal para quem deseja contar com influências mais assertivas é contar com opções mais personalizadas. Seja por assessoria direta de um astrólogo ou com um horóscopo que detalha os trânsitos presentes no seu Mapa Astral, com aqui no Astrolink, algo que faz toda a diferença no processo.

O quanto um trânsito afeta a sua rotina e sensibilidade ainda vai variar de acordo com o seu aprendizado pessoal e autoconhecimento, mas essa verificação das diversas variáveis que estão no seu céu podem lhe ajudar a trilhar um caminho muito mais certeiro no mundo das previsões, assim como o Mapa Astral traz bem mais conhecimento sobre si mesmo do que apenas a descrição básica das características de um determinado signo.

Um ponto importante a ressaltar sobre um horóscopo é que ele não mostra exatamente o que vai acontecer no seu dia. Ele avisa sobre as movimentações e influências planetárias, fáceis ou difíceis, que estão ou estarão no seu caminho. A forma com que você encara essas influências também pode fazer com que as fases sejam melhores ou piores experimentadas.

Por exemplo, alguém que está passando por um trânsito astral difícil, que envolve muito aprendizado, como planetas em combustão, pode se rebelar e sofrer ou abrir a mente para absorver as energias e ter uma passagem mais suave. Em outras palavras, a astrologia mostra o caminho, mas quem toma as decisões sobre o seu destino é você. Por isso, não deixe de se aprofundar nessa ciência e tentar aprender o máximo possível sobre os trânsitos planetários e como você pode crescer com eles, mas não deixe de tomar atitudes práticas para alcançar seus objetivos.

A Bola "quadrada" de Cristal

O conceito básico dos trânsitos astrológicos é prever as tendências de um determinado momento no espaço-tempo. Não funciona como os clarividentes e suas bolas de cristal ou quiromancistas e suas leituras das mãos. As pessoas lêem as influências querendo saber o que está reservado para elas no presente ou em um futuro próximo. Talvez por nos sentirmos um pouco abandonados, passamos a olhar para o céu em busca de respostas para algumas dúvidas interiores.

Os gregos, por exemplo, acreditavam que os deuses controlavam o destino dos homens e tudo que acontecia na Terra. Não é à toa que planetas foram nomeados com seus nomes. Não deixa de ser um belo simbolismo astrológico usar os planetas como "deuses que controlam nosso destino", já que de alguma forma sofremos a influência de seus trânsitos.

Porém, não existe a tal "previsão do futuro" em um sentido literal. Mesmo havendo tendências, como cada pessoa (ou situação, ou lugar...) tem um mapa astral diferente, esas tendências atingirão a todos de formas totalmente distintas. A Astrologia prega que o indivíduo pode fazer suas próprias escolhas e elas estão interligadas ao Todo, um pouco diferentemente do que propõe o conceito de universo mecanicista, onde todos os fenômenos se explicam pela causalidade mecânica e os seres vivos são analisados ou entendidos a partir de uma sucessão de causas e/ou consequências de proveniência exclusivamente físico-química.

A astrologia é irmã da magia. É algo dual em seu cerne. Reivindica o status científico porque exige lógica, matemática e algum conhecimento astronômico. É uma arte porque necessita passar pelo filtro humano, que irá humanizar, refinar e expressar as informações obtidas nos cálculos. Interpretar a lógica astrológica é a arte que reúne todas as variáveis encontradas e formula uma ideia humana em símbolos e arquétipos, revelando traços e tendências da personalidade do indivíduo.

Sofremos, sim, as influências dos astros, porém decidimos que caminho tomar. Agora que você já sabe mais sobre como ter uma previsão assertiva, não deixe de conferir seus trânsitos no seu horóscopo personalizado aqui no AstrolinkAstrolink.

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Signos no Astrolink

Piscianos ♓    9.13 %
Arianos ♈    8.82 %
Cancerianos ♋    8.79 %
Geminianos ♊    8.76 %
Taurinos ♉    8.68 %
Aquarianos ♒    8.28 %
Leoninos ♌    8.14 %
Virginianos ♍    8.09 %
Escorpianos ♏    8.03 %
Librianos ♎    7.87 %
Capricornianos ♑    7.83 %
Sagitarianos ♐    7.57 %


O céu no momento...

Sol ☉ 28 Gem 01' 58"
Lua ☽ 14 Vir 05' 10"
Mercúrio ☿ 13 Can 07' 28"
Vênus ♀ 06 Lea 20' 24"
Marte ♂ 08 Aqu 52' 18"
Júpiter ♃ 14 Esc 01' 26" R
Saturno ♄ 06 Cap 27' 21" R
Urano ♅ 01 Tou 36' 12"
Netuno ♆ 16 Pei 29' 33" R
Plutão ♇ 20 Cap 34' 04" R
Quiron ⚷ 02 Ari 18' 47"
Lilith ⚸ 24 Cap 41' 26"
Nodo Norte ♀ 06 Lea 31' 47"

Aspectos ativos

Lua☽Sextil ⚹Mercúrio☿
Lua☽Sextil ⚹Júpiter♃
Lua☽Oposição ☍Netuno♆
Mercúrio☿Trígono △Júpiter♃
Vênus♀Oposição ☍Marte♂
Júpiter♃Trígono △Netuno♆