5 dicas para cultivar o amor-próprio

O amor-próprio é uma forma de melhorar seus relacionamentos e autoestima
5 dicas para cultivar o amor-próprio

O cultivo do amor-próprio se desenvolve naturalmente quando fomos amados na infância e recebemos uma referência (um modelo) dessa prática no modo como fomos educados.

Quando isso não ocorre, há grandes chances de desenvolvermos carências emocionais ou bloqueios afetivos que dificultam o desenvolvimento do amor por nós mesmos.

Se isso aconteceu, saiba que nada está perdido e que é possível aprender, em qualquer fase da vida, como cultivar o amor-próprio, acompanhe a leitura e confira as 5 dicas que preparamos para você.

O que é amor-próprio?

Amor-próprio é um dos elementos que compõe a autoestima, isso porque a origem da palavra estima, que vem do latim aestimare, significa avaliar ou calcular, referindo-se à atitude de ponderar qual a importância que atribuímos a algo ou alguém.

Logo, quando avaliamos nossa autoestima, estamos nos tornando conscientes também do cuidado, da atenção e da dignidade com que nos tratamos, isto é, do amor que cultivamos por nós mesmos.

Podemos ainda dizer que essas palavras são indissociáveis, pois uma autoestima saudável supõe a manutenção do amor-próprio na nossa rotina, em razão de o que intimamente sentimos e pensamos sobre nós mesmos resultar na forma como nos tratamos e impacta na nossa autoconfiança.

As consequências de não cultivar o amor-próprio

Não cultivar o amor-próprio, como já dissemos, gera consequências à nossa saúde emocional, e esses resultados nos afetam de forma íntima e no desenvolvimento das nossas relações.

Isso ocorre porque a dificuldade de nos amarmos causa distorções na forma como nos enxergamos e na expectativa que criamos sobre o outro.

Se não nos vemos como suficientes ou como seres completos, a tendência é manifestarmos carência afetiva.

Essa autopercepção como alguém inferior nos projeta para fora, para constantemente atender às necessidades do outro e para que permaneça oculta a nossa essência.

Depositamos no outro, inclusive, o dever de nos suprir, a responsabilidade pela nossa felicidade. Isso, explica a professora e filósofa Lúcia Helena Galvão, na palestra Carência Afetiva, faz com que “toda sua afirmação venha de bengalas externas, e não da sua própria coluna vertebral”.

E a psicóloga Anahy D´amico, em suas redes sociais, sobre o assunto, afirma que não é só isso: a falta de amor-próprio aumenta as possibilidades de nos envolvermos em relacionamentos tóxicos e abusivos.

É um problema que pode nos fazer enxergar amor onde não há e projetar qualidades de "príncipe" em "sapo".

A importância do amor-próprio nas relações

A dependência emocional gera vários impactos que deterioram uma relação e uma das maiores crenças que sustenta essa submissão é a ideia de que eu preciso do outro para me sentir com valor.

A falta de sentido de vida e o esvaziamento de si mesmo gera uma sobrecarga dentro da relação, o outro carrega a missão de nos completar.

Por esse motivo, como estabelece Platão, "a melhor coisa que podemos fazer por aqueles que amamos é crescer como seres humanos".

Ao buscarmos nosso desenvolvimento como ser, começamos a distribuir amor não somente para uma pessoa eleita, mas também por nós mesmos e por onde passamos. Ou seja, reconhecemos e aprimoramos o amor como um recurso interior, passamos a recarregar a nossa energia dentro de nós mesmos e não atribuindo ao outro essa responsabilidade.

Para que você tenha clareza de como fazer isso, separamos 5 dicas para cultivar o amor-próprio, veja a seguir.

Como cultivar o amor-próprio?

1. Defina seu sentido de vida

A falta de sentido claro e motivador, explica a professa Lucia Helena, produz carência afetiva, por outro lado, definir o que você quer oferecer à vida e construir um senso de direção distancia você da dependência do outro.

Uma diretriz interna para nortear nosso caminho, ela ressalta, pode até mesmo curar, pois estabelecer um ideal nos induz a enxergar o quão distante estamos do nosso eixo e para onde devemos seguir, em outras palavras, nos oferece discernimento e orientação.

E, dessa forma, eu não me perco mais no outro, eu não uso mais o outro como uma bengala, eu tenho uma “orientação territorial” alinhada aos meus valores.

2. Dedique tempo para se conhecer

Um carente afetivo tem a tendência de evitar qualquer oportunidade de ficar sozinho, sua companhia é o desconhecido e ele crê que a convivência com o outro é a intimidade que lhe falta.

O antídoto para esse problema, contudo, são momentos de solidão. Uma dose de tempo consigo mesmo possibilita o autoconhecimento e o desenvolvimento de autorrespeito.

Conhecer a si mesmo é o ponto de partida para qualquer pessoa que deseja aprofundar o amor-próprio e isso fortalecerá a sua capacidade de reconhecer suas necessidades e se oferecer atenção e cuidado.

3. Faça uma lista das suas qualidades

A psicóloga Anahy indica que uma das formas de melhorarmos o modo como nos vemos é fazendo uma lista de nossas qualidades, nos colocando à disposição de praticá-las.

Quando depositamos todo nosso afeto no outro, é difícil reconhecermos nossas potencialidades, então as numerar nos ajuda a identificar nossas qualidades e a reconhecer nossa contribuição dentro das nossas relações e no nosso papel no mundo.

4. Liste suas dificuldades e se comprometa a melhorá-las

A terapeuta ainda sugere a construção de uma segunda lista, a das nossas dificuldades, para vencermos a tendência de nos culparmos por nossos erros e nos comprometermos com nosso aprimoramento. Ou seja, escrever essa relação nos remove do papel de vítima e no direciona para a construção da autoconfiança. Anahy orienta que determinar como meta trabalhar um problema por vez ajuda a curar nossa insegurança.

Ver-se capaz de encontrar soluções para os próprios desafios e se comprometer com esse objetivo, aceitando a vulnerabilidade dos erros e os aprendizados, colabora para o fortalecimento do amor-próprio, pois desenvolve a autoconfiança.

5. Faça terapia

O maior gesto de amor que você pode ter por si mesmo é acreditar no seu desenvolvimento como ser humano e isso inclui procurar por ajuda, caso você sinta que precisa de cooperação nesse momento: invista em terapia. Mas, se não for possível buscar um tratamento especializado no momento, crie uma rede de apoio.

Estabeleça relações com pessoas que incentivem seus sonhos e motivem você a seguir em frente no seu processo de crescimento pessoal.

Conclusão

Marco Aurélio, o imperador e escritor romano, disse que "os homens foram feitos uns para os outros", isto é, nos expandimos nas trocas que realizamos em nossas relações.

E essa expansão se dá por meio da contribuição única que cada ser humano tem a oferecer para o mundo.

Mas isso só é possível quando você tem respeito por sua existência e investe tempo em se conhecer, dedica atenção aos seus ideais, nutre de cuidado e atenção a sua vida, ou seja, cultiva o amor-próprio.

Camila de Aquino
Camila de Aquino

Amante da Astrologia desde adolescência, decidi me dedicar ao estudo desse amor nos últimos dois anos, me aprofundando também no tema da autoestima, assim nasceu meu propósito de escrita para inspirar uma vida mais conectada com o coração.

e-mail: [email protected]

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